Abriu a Padaria da Esquina de Vítor Sobral


Como tudo o que é verdadeiramente bom pede tempo – seja o lume brando, seja a fermentação de grandes vinhos -, também a Padaria da Esquina demorou a abrir portas. Dia 10 de Julho, finalmente, Campo de Ourique acordou com uma fila de balões amarelos a encaminhar moradores e outros clientes para o número 108. Todos os testes foram feitos para que o pão que se serve a partir de agora na Padaria da Esquina, no nº 108 da Rua Coelho da Rocha, seja o melhor de Lisboa (e arriscamos dizer, do país…).

No interior deste novo espaço, que dá ares de mercearia antiga (agradecimentos são devidos à empresa de arquitetura e decoração, Coromotto), podem agora provar-se diferentes variedades de pão feitas a partir de massa-mãe, um fermento natural que respeita a verdadeira natureza do pão, e o sabor do que comíamos em Portugal no tempo das nossas avós. Broa de milho, pão branco de cabeça, pão escuro, pão redondo, pão rústico, pão alentejano ou trigamilho são apenas algumas das variedades que poderão ser provadas neste novo espaço de Vítor Sobral. 

Não foi por acaso que o “homem das Esquinas” foi buscar Mário Rolando, aquele que é considerado o mestre do pão no nosso país. “Mais do que um projecto, fazer a Padaria da Esquina era para mim um sonho”, confessa Vítor Sobral, que em 2016 abriu uma loja com o mesmo nome em S. Paulo, no Brasil. “No teu regaço as flores, das minhas mãos o teu pão”, acrescenta poeticamente Mário Rolando.

Na base deste projecto está a missão de fazer pão rústico, recorrendo à tecnologia. Daí a importância da massa-mãe e da fermentação longa do pão. Os ingredientes usados são 100% orgânicos e naturais. Os produtos são portugueses, de pequenos produtores, sendo o pão confeccionado na Oficina da Esquina, onde o mestre Mário Rolando está ao comando de uma equipa de jovens artesãos. 

A Padaria da Esquina corresponde no conceito – todos os sumos são naturais, não há refrigerantes. O espaço conta ainda com charcutaria, queijaria, mercearia e bom vinho, sendo também opção para refeições ligeiras. Objetivos para o futuro? Levar o bom pão a mais bairros lisboetas e, talvez, a outras regiões do país, do norte e sul de Portugal. Para que o pão português volte a ser bom – e volte a ser inteiramente nosso.

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