Tinta Francisca - a essência do Douro em estado vínico

Marca pioneira e referência dos vinhos do Douro, Casa Ferreirinha tem vindo a apostar no lançamento de vinhos especiais, com o objetivo de evidenciar as diferentes potencialidades dos seus terroirs naquela região e a exuberância das diferentes castas que ali se cultivam. Tinta Francisca é uma dessas "especialidades", um vinho que reflete a complexidade e elegância dos grandes vinhos do Douro. Como sublinha Luís Sottomayor, enólogo de Casa Ferreirinha, “o trabalho de ‘ourives’ que temos feito com algumas castas da região, tem-nos levado a superar as nossas próprias expectativas, obtendo vinhos extraordinários como este Tinta Francisca.”

Enquadrado num ano climaticamente atípico, particularmente chuvoso e com um verão fresco marcado pela instabilidade climática, o novo Casa Ferreirinha Tinta Francisca 2014 caracteriza-se por uma cor rubi de boa profundidade e um aroma intenso, com muito boa complexidade. Sobressaem notas balsâmicas a trufa, sous-bois, resina e caruma, revelando ainda especiarias como a pimenta, espargos, frutos silvestres e uma madeira muito bem integrada. Na boca tem um ataque expressivo, taninos firmes, acidez viva, notas especiadas a pimenta, ligeiros espargos, uma sensação salgada e com um final de grande elegância.

Pelo seu perfil elegante e complexo, Tinta Francisca 2014 combina idealmente com carnes vermelhas, caça e queijo. Apesar de poder ser apreciado desde já, é um vinho que presumivelmente atingirá o seu apogeu entre o 5º e o 10º ano. Estima-se, contudo, que mantenha a sua melhor qualidade durante cerca de 20 anos.

Pela sua exclusividade e caráter especial, Casa Ferreirinha Tinta Francisca 2014 estará à venda a partir de julho em canais estratégicos, como o Clube 1500, lojas especializadas e restauração de topo.

PVP recomendado*: 62,50€
*indicativo não vinculativo


Tinta Francisca: A casta

As referências mais antigas à Tinta Francisca remontam a 1790, localizando-a sobretudo em Ansiães e em Sabrosa, dentro da Região Demarcada do Douro. É uma casta de ciclo médio/longo, apresentando bagos pequenos em cachos pouco compactos. Requer por norma solos profundos com alguma humidade, adaptando-se bem a locais quentes e secos, com boa insolação. Produz bagos ricos em açúcar e de boa acidez, o que justifica a sua utilização tradicional para Vinho do Porto.

Possui também uma apreciável diversidade intra-varietal, indiciando ser uma casta ancestral autóctone portuguesa, provavelmente com o seu centro de diversidade a norte do Vale do Rio Douro. Atualmente, existem cerca de 40 hectares plantados em Portugal, a quase totalidade na Região Demarcada do Douro.

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