Cientistas usam acelerador de partículas para datar vinho

Cientistas franceses desenvolveram uma maneira de usar aceleradores de partículas para autenticar vinhos raros, anunciou uma das principais organizações francesas de pesquisa esta semana.
O novo método testa a idade do vidro nas garrafas de vinho pela análise das emissões de raios-X surgidas quando as garrafas são colocadas sob feixes de íons produzidos por um acelerador de partículas, informou em comunicado o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França.
“Isto permite que a idade das garrafas e sua origem seja verificada, e que uma colheita seja autenticada, mais ou menos da mesma maneira que pela assinatura de um mestre numa obra-prima, e tudo isso sem abrir a garrafa e sem afectar seu conteúdo”, afirma o comunicado.
Ao comparar os resultados a um banco de dados que contém informações detalhadas sobre 80 garrafas da região de Bordeaux, do século XIX aos dias de hoje, os testes podem ajudar a determinar a colheita de muitos vinhos.
“A autenticação é possível devido à complexidade dos processos de produção de vidro, que evoluíram com o tempo, e à variedade de centros de produção, que dão a cada objecto uma ‘assinatura’ característica composta de muitos elementos”, afirmou o CNRS.
Os aceleradores de partículas tomam uma partícula, como um electrão, e aceleram-na até perto da velocidade da luz, promovendo uma colisão com um átomo e permitindo que os investigadores obtenham informações sobre o seu funcionamento.
Os novos testes expandem os testes de radioactividade do vinho em si, que já estão em uso, mas por enquanto não são capazes de identificar vinhos de colheitas anteriores a 1950.
O teste foi desenvolvido em colaboração com a Antique Wine Company, uma empresa de comércio de vinhos sediada em Londres.

"in briefing"

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