Vinhos Biodinâmicos...porquê ter preconceitos ?



São produtores habituados a estar fora dos circuitos comerciais, são produtores que não dão grande importância à voz de críticos como Robert Parker, mas são acima de tudo produtores que acreditam naquilo que fazem e seguem uma filosofia sobre agricultura, iniciada há mais de 100 anos pelo pensador austríaco Rudolf Steiner.


Esta ideia de uma ciência misteriosa, uma certa magia, incomoda muita gente do sector, mas muitas destas práticas fazem todo o sentido, como o uso de infusões para equilibrar nutrientes, ou a manutenção de uma fauna variada na vinha, permitindo que os insectos prejudiciais à vinha, sejam eliminados por outros insectos predadores. Outras técnicas serão mais polémicas, como o enterro de um corno de vaca no solo, para que o sol preserve as vinhas até à Primavera.


Todos estes detalhes poderão ser encontrados no livro: Vinhos: do Céu para a Terra, do grande divulgador do movimento, Nicolas Joly, que fundou e dirige a associação Renaissance des Appelations. Quem vaticinou o fim destas práticas enganou-se redondamente, sendo que esta filosofia inicialmente usada nas regiões da Alsácia, Borgonha e Loire, estendeu-se já a outras regiões como Bordéus e Champanhe e vários países, incluindo Portugal.


Concorde-se ou não com estas práticas, os vinhos estão disponíveis para os pormos à prova, e um facto indesmentível é que estes vinhos representam o que de mais puro existe na sua ligação à terra e agricultura tradicional, cheia de crenças e misticismos, e mais importante que tudo, têm o dom de revitalizar e dar um novo impulso ao mundo dos vinhos.

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