No Tapisco os vermutes têm lugar à mesa




No Príncipe Real, no restaurante onde os sabores ibéricos estão em sintonia, há um mundo de vermutes por descobrir. Quem passa pelo Tapisco, no número 81 da Rua D. Pedro V, depara-se com uma janela aberta para o universo desta bebida frequentemente vista como um aperitivo mas que, aos poucos, começa a ganhar o seu lugar na mesa, à hora da refeição. 

No mais recente espaço do chef Henrique Sá Pessoa, a funcionar desde o final de Fevereiro, o vermute é a bebida de eleição, acompanhando harmoniosamente todas as tapas e os petiscos que constam no cardápio do restaurante também inspirado nas vermuterias da vizinha Espanha. Por lá, este vinho de infusão de ervas aromáticas é sobejamente conhecido e vive um momento áureo. E por cá?

“Os portugueses estão a começar a apreciar”, conta Nuno Nunes, responsável pela carta de bebidas do Tapisco. Aos menos familiarizados com esta bebida, o bartender prontifica-se a explicar as diferenças entre os vermutes disponíveis, para que não restem dúvidas na hora de escolher um de quatro: o Nordesía, "feito com uva mencía macerada com raízes e flores, tem um toque mais doce”; já o Yzaguirre "tem um travo mais picante e nasce de uma mistura de quase 80 ervas e especiarias”; recentemente chegados ao Tapisco, há ainda o Petroni Vermello “feito com uvas do Alvarinho, muito fresco, floral e frutado, perfeito para beber com gelo e laranja" e o 7 Mares Branco “100% português, feito com produtos naturais e técnicas artesanais”.

Servido simples e fresco, de preferência com duas pedras de gelo, o vermute é o aperitivo que melhor abre o apetite para um repasto que, no Tapisco, pode muito bem começar com um Pan con tomate, seguido da La Bomba de Lisboa. Ao todo, contam-se oito propostas de vermutes — três Nordesía, três Yzaguirre, um Petroni e um 7 Mares — servidos a copo nas variedades blanco, rojo e tinto (preços entre 4€ e 5€).

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