quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Campanha de Publicidade EA vence prémio anual da Revista de Vinhos



Campanha



Campanha


A Campanha de Publicidade lançada em 2016 pela Fundação Eugénio de Almeida na altura de mudança de imagem dos vinhos EA foi a vencedora do prémio anual da Revista de Vinhos.

A campanha lançada em Setembro e que incluía inclui televisão, imprensa, outdoors, ponto de venda e internet remetida para o universo de várias expressões artísticas.

E se o EA fosse uma fotografia? …uma pintura? …uma dança? …um poema? …uma Música?
Foi pedido a 5 artistas para traduzirem a arte de fazer vinho na arte que fazem sua. Luís Mileu na fotografia, Pantónio na pintura, Né Barros na dança, Matilde Campilho na poesia e Dead Combo na música.
 
Abandonando o discurso do produtor, do “auto-elogio” e, numa lógica de contemporaneidade coloca artistas de cinco áreas a dar a sua interpretação do vinho: o street artist Pantónio, o fotógrafo Luís Mileu, a coreografa Né Barros, a escritora/poetisa Matilde Campilho e os músicos Dead Combo. Afinal, esta é uma campanha que tem como claim “A inspiração bebe-se”. Depois de uma ‘residência artística’ de algumas horas, na verdade uma prova de vinhos em Évora com todo os artistas convidados presentes, a banda de Tó Trips e Pedro V. Gonçalves criou o tema musical de toda a campanha e cujos excertos podem ser ouvidos nos anúncios de televisão que acompanham a coreografia criada por Né Ladeiras ou o poema Tanino declamado por Matilde Campilho. Os Dead Combo também protagonizam um dos spots de TV onde a sua reinterpretação musical do EA ganha fôlego. O mural criado por Pantónio, e que figura nas paredes da Adega Cartuxa, em Évora, ganha espaço em anúncios de imprensa e outdoor, bem como a poesia de Campilho, a coreografia de Né Ladeiras e a fotografia de Luís Mileu. O resultado é uma campanha em que “uma casa de vinhos se cruza com o tecido cultural e outras sensibilidades”, explica Pedro Albuquerque
 
 
EA, A INSPIRAÇÃO BEBE-SE
 
EA REBRANDED
DESIGN E CAMPANHA
 
A Albuquerque concebeu o rebranding da marca de vinhos EA da Cartuxa, Fundação Eugénio de Almeida, e uma campanha 360º que inclui televisão, imprensa, outdoors, ponto de venda e internet.

No design de marca, garrafa e packaging, a já célebre sigla da Cartuxa apresenta-se agora isolada na superfície da garrafa anulando a tradicional divisão garrafa/rótulo, o que confere a este produto uma única força expressiva. As suas formas geométricas de estética modernista estabelecem a coerência visual em toda a gama, sendo a diversidade entre vinhos estabelecida pela cor e a matéria. A gama originalmente composta pelos vinhos EA Tinto, EA Branco, EA Reserva e EA Rosé, apresenta duas novidades, os vinhos biológicos EA Bio Tinto e EA Bio Branco (com a sigla em cortiça), que vêm enriquecer a experiência de prova deste vinho.

Quanto à campanha, existem dois princípios que regem toda a acção de comunicação. O primeiro é induzir em vez de definir. Por outras palavras, a Cartuxa transfere o papel de interpretação do vinho para quem o prova, em contraste com o marketing de auto-elogio das marcas, o qual perde cada vez mais força na avalanche de opinião das redes sociais. O segundo princípio é sair do território cultural do produtor e posicionar-se noutra atmosfera cultural. Neste caso, é sair das narrativas previsíveis, por muito usadas, (vinho frutado, terroir, herdade, château, adega, vinhas, região, compromisso preço/qualidade) e partir para a arte, a erudita, ela própria fazendo parte do projecto cultural da Fundação Eugénio de Almeida. Por muito boa que possa ser esta estratégia de afirmação e demarcação de uma marca, é necessário pô-la em prática com resultados efectivos, é necessário uma história.

A campanha integra já o redesign da garrafa e da marca e assina com o lema:
EA, a inspiração bebe-se.

Sem comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...