Real Companhia Velha aposta na experimentação de castas e vinhos para atingir novos perfis


A Real Companhia Velha tem vindo a apostar na experimentação de castas e vinhos para atingir novos perfis: o ‘Séries Real Companhia Velha Samarrinho’ é a última novidade lançada por esta bicentenária empresa. Feito a partir de uma desconhecida casta branca – que faz parte de um conjunto de castas autóctones pouco cultivadas e que a Companhia tem em experimentação –, é um vinho inovador e único. A primeira edição é da colheita de 2013 e deu origem a uma edição limitada a 858 garrafas, com um preço de venda ao público recomendado de € 14,00.

Após um aprofundado estudo, a Real Companhia Velha descobriu que a casta Samarrinho, igualmente conhecida como Budelho, tinha uma incontornável presença nas Vinhas Velhas do Alto Douro, onde tradicionalmente coabita um elevado número de castas misturadas. De entre as castas em estudo, a Companhia seleccionou o Samarrinho para ser alvo de experimentação vínica pela atraente estética do seu cacho, a revelar nobreza e potencial enológico, sendo apta para produção de vinhos do Porto e Douro. Em termos agronómicos, o Samarrinho é uma casta de porte semi-erecto e produção média, mostrando, em alguns anos, sensibilidade ao desavinho e bagoínha. Não apresenta, no entanto, grandes problemas em termos de doenças ou pragas.  

Uma vez em produção - com fermentação e estágio em cubas de inox e, posteriormente, em garrafa durante um ano - resultou num vinho muito harmonioso, mostrando-se, ao mesmo tempo, intenso e delicado. É muito fresco e tem uma excelente acidez. Um branco que à primeira impressão apresenta ligeiras nuances de mel, seguidas de notas de fruta branca e uma surpreendente mineralidade. Apresenta corpo médio e final de prova volumoso, a evidenciar características bem peculiares.

‘Séries Real Companhia Velha’: uma marca experimental com vinhos diferentes

‘Séries Real Companhia Velha’ é uma linha de vinhos que representa a paixão e a “sede” da Real Companhia Velha em experimentar e inovar, procurando novos perfis de vinhos, cada vez mais interessantes. Vinhos estes que são ensaios através dos quais a RCV procura explorar diferentes técnicas, castas ou abordagens. Quando bem sucedidos enologicamente estes néctares são postos à venda e, se resultarem bem comercialmente, passam na colheita seguinte a integrar o portefólio comercial da Companhia.

Desde 1996, ano em que foi criada a chamada ‘Fine Wine Division’, a Real Companhia Velha tem vindo a fazer um complexo trabalho de experimentação e inovação, levada a cabo numa missão conjunta entre as jovens equipas de vitivinicultura e de enologia.

Em 2002, após algumas visitas a campos ampleográficos da região a equipa técnica decidiu plantar algumas castas brancas – por exemplo Alvarelhão Branco, Alvaraça, Esgana Cão, Donzelinho Branco, Samarrinho, Touriga Branca – na Quinta Casal da Granja (Alijó) e tintas – Donzelinho Tinto, Malvasia Preta, Mondet, Preto Martinho, Cornifesto, Tinta Francisca – na Quinta das Carvalhas (Ervedosa do Douro). A escolha das castas baseou-se na análise visual de alguns parâmetros morfológicos (vigor, porte, sensibilidade à secura) e produtivos (fertilidade, tamanho dos cachos, prova de bagos), sendo da responsabilidade da equipa da Real Companhia Velha a recolha das varas para enxertia.

De recordar que a marca ‘Séries Real Companhia Velha’ foi lançada em meados de 2012, com o monocasta de Rufete, um peculiar tinto de 2010, que na colheita de 2011 integrou o portefólio da Quinta de Cidrô. Seguiu-se o ‘Séries Real Companhia Velha Espumante Chardonnay Pinot NoirBruto 2011’, que na edição seguinte já se vestiu de ‘Real Companhia Velha’, e o ‘Séries Real Companhia Velha Arinto branco 2012’. Este último, embora já tenha andado “na boca” de críticos e especialistas, só vai ser lançado oficialmente no final do próximo mês de Março. O Samarrinho é o mais recente projecto do conceito e marca ‘Séries Real Companhia Velha’.

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