Papa-Quilómetros Europa de Ljubomir Stanisic


Em 2011, a LeYa/Casa das Letras publicava Papa-Quilómetros - Uma viagem pela gastronomia portuguesa, um livro que se tornou “culto” e marcou o início do percurso bibliográfico do chefe Ljubomir Stanisic nesta editora. Passados três anos, “Ljubo” regressa com uma nova obra, muito aguardada por milhares de fãs, ansiosos por saber o que se tinha passado na famosa viagem de autocaravana que empreendeu com a família por essa Europa fora.
 
Papa-Quilómetros Europa – Amor e uma autocaravana. Viagens pela gastronomia é, assim, o elo que falta para compreender a viagem, na sua dimensão aventureira mas, sobretudo, na sua vertente gastronómica.
O livro combina 30 receitas oriundas de algumas das regiões mais ricas do continente em termos de gastronomia, com dezenas de crónicas, escritas por Mónica Franco, que delas diz serem «para ler, chorar, rir, chorar a rir, beber, comer, amar, odiar, copiar, invejar...».
 
A ideia de uma «grande viagem de trabalho em família» nasceu em 2012. Sete meses depois do sonho, os 4 aventureiros – Ljubomir, Mónica, Mateus com 7 anos e e Luca com 1 - fizeram-se à estrada. “Manuela” era uma autocaravana totalmente equipada – o que não impediu alguns problemas “técnicos”. Com ela os autores percorreram quase 15 mil kms, passando por Espanha, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, República Checa, Áustria, Eslováquia, Hungria, Sérvia, Bósnia e Croácia, onde tudo terminou num final feliz. Pelo meio, mil acontecimentos - perfeitos uns, assustadores outros -, obrigavam a uma partilha com todos nós, os que cá ficaram. E assim nos chega este livro que aponta ao paladar mas também aos sentimentos de muitos que são (e os demais que virão a ser) os seguidores do universo Papa-Quilómetros.
 
«Nestes seis meses que pareceram toda a eternidade, dormimos com vista para o mar, em frente a um dos museus mais bonitos do mundo, à porta de uma oficina, no estacionamento de áreas de serviço, no meio de vinhas, à beira de lagos. Tanto acordávamos com passarinhos como com choros e apitos de buzina. Tanto jantávamos a olhar as estrelas do céu como debaixo da luz amarelada da sala de jantar demasiado apertada.»

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