Fileira do vinho e da gastronomia reuniu-se na entrega dos Prémios “Os Melhores do Ano 2013”


Foi em ambiente de festa e de celebração que a Revista de Vinhos levou a cabo mais um jantar e cerimónia de entrega dos Prémios “Os Melhores do Ano”. A 17.ª edição premiou o que de melhor se fez nos sectores do vinho e da gastronomia em Portugal durante o ano de 2013, tendo reunido os principais agentes e personalidades da fileira – mais de 800 pessoas vindas de todo o país – na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa.

Os Prémios mais aguardados da noite foram os “Especiais” e os de “Excelência”. No que toca ao universo dos néctares de baco, foram também eleitos “Os Melhores de Portugal”, num total de 148 vinhos (e uma aguardente) provenientes das principais regiões vínicas portuguesas; e distinguidas “As Boas Compras”, selo de garantia de boa relação qualidade-preço que foi sendo atribuído e divulgado ao longo do ano nas páginas da Revista de Vinhos e no Guia com o nome homólogo. Um ano inteiro de provas, visitas a adegas e vinhas ajudou à selecção e atribuição destes prémios, da inteira responsabilidade da redacção da Revista de Vinhos.

Os “Prémios Especiais” distinguiram 19 categorias, tendo este ano, e pela primeira vez, uma delas revelado dois vencedores. A Quinta do Noval e a The Fladgate Partnership foram eleitas em ex-aequo ‘Empresa - Vinhos Generosos’. Para este resultado contribuiu a excelência dos seus Vintage 2011. Uma das maiores surpresas da noite, mas com todo o mérito, foi a escolha do enólogo do ano, atribuída a António Ventura, um técnico bastante talentoso, versátil e, seguramente, dos que mais vinhos faz em Portugal (e de forma consistente). Fora das luzes da ribalta, assina e assume a responsabilidade dos vinhos de projectos tão distintos como a Adega Cooperativa de Almeirim (Tejo), a Herdade do Rocim (Alentejo) ou a Quinta do Gradil (Lisboa), entre outros. Falando em enólogos, mas passando aos vinhos generosos, a eleição recaiu sobre Filipa Tomaz da Costa, apenas a segunda mulher a arrecadar o troféu de enóloga ao longos destes dezassete anos. Há já vários anos que Filipa tem contribuído, como poucos, para dar uma dimensão acrescida ao Moscatel de Setúbal. O prémio carreira – categoria ‘Senhor do Vinho’ – foi entregue a José Neiva Correia, o homem que deu asas para que os vinhos portugueses alcançassem dimensão internacional, com especial impacto no mercado do Reino Unido. Falando ainda de grandes nomes ligados ao vinho, destaque para o ‘Prémio Identidade e Carácter’ atribuído ao rebelde bairradino Luís Pato, o mais exímio embaixador da casta Baga e da Bairrada. Pelo seu percurso e pelos seus vinhos, Luís Pato é, sem sombra de dúvida, a soma perfeita de identidade com carácter.

Em 2013 o ‘Produtor Revelação’ foi a Herdade do Vau, um projecto de Miguel de Sousa Otto erguido com ambição, ousadia e originalidade no baixo Alentejo. A Quinta do Vallado e a Casa Ermelinda Freitas arrecadaram, de forma merecida e sem muitas surpresas, os troféus de ‘Produtor do Ano’ e ‘Empresa’ de 2013, respectivamente. Ainda no que toca a empresas, a Adega Cooperativa de Borba subiu ao pódio pela quarta vez, assumindo-se pela sua ousadia, gestão proactiva, visão e uma equipa bem afinada como um caso de estudo para outras cooperativas. Na ‘Viticultura’ destaque para a recém recuperada Quinta da Covela: cerca de três anos depois de ser deixada ao abandono, retomou fôlego entre as mãos que agora a sonham e acarinham. A Quinta do Sanguinhal, na Lourinhã, levou para casa o galardão de ‘Enoturismo 2013’, reflectindo ser um espaço de visita obrigatória, sem luxos mas bastante acolhedor.

No que toca à degustação de vinhos e à componente gastronómica, são seis as categorias e os prémios foram para: Rei dos Leitões, na Mealhada (Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa); Vinum, em Vila Nova de Gaia (Restaurante); Loja da Amélia, na Ericeira (Loja Gourmet); Garrafeira da Laje, em Santa Maria da Feira (Garrafeira); Enoteca de Belém, em Lisboa (Wine Bar); e Vila Joya International Gourmet Festival, evento distinguido com o ‘Prémio Gastronomia David Lopes Ramos 2013’. Este foi o primeiro ano em que este galardão não se destinou a um pessoa – normalmente chefe –, mas sim a um evento. O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) foi eleito como ‘Organização Vitivinícola 2013’, tendo sido representada pelo seu Presidente, Frederico Falcão, também presente no evento como representante do Secretário de Estado da Agricultura. A respeito da publicidade, em 2013, destacou-se a Agência A Transformadora pela campanha da Verállia.

Os “Prémios de Excelência” levaram ao pódio aqueles que foram considerados pela Revista de Vinhos como os melhores vinhos portugueses, em termos de qualidade absoluta, independentemente do tipo de vinho ou região de origem. Foram 30 os eleitos, destacando-se os vinhos do Porto com oito referências – das quais sete são Vintage 2011, aspecto que vem reforçar a excepcional colheita deste ano; os tintos do Douro (7) e do Alentejo, igualmente com sete vinhos entre os melhores. Houve ainda espaço para três tintos da região da Bairrada, um Espumante branco da região de Távora-Varosa, um Alvarinho, um tinto de Lisboa e outro da Península de Setúbal e, nos generosos, um vinho da Madeira.

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