A Standardização dos vinhos - Oportunidade ou Ameaça


Pegando nas mais recentes declarações de Michel Rolland, em que este voltou a defender uma espécie de standardização no que toca ao estilo de vinhos, descurando as virtudes do terroir, pelo menos no que toca aos vinhos correntes, gostaria de questionar o impacto desta transformação no mercado (que já se nota há muito) no que se relaciona com a indústria de marketing de vinhos.

Muito se discute no sector vinícola o facto de os vinhos estarem cada vez mais parecidos, em que a homogeneidade do sabor é cada vez maior. É frequente consumirmos vinhos que embora sejam produzidos em zonas diferentes do globo, se assemelham muito mais do que seria suposto acontecer.

Para muitos o facto de os vinhos estarem cada vez menos diferenciados, transpõe para a área da tecnologia, e em especial para a área do marketing, a responsabilidade e a possibilidade de diferenciação dos mesmos no mercado.

Contudo, será que a standardização dos vinhos é benéfica para os Marketeers ?

Na minha opinião NÃO. Se o esbatimento de diferenças entre os vinhos no mercado diminui, é certo que os especialistas de marketing e comunicação, terão concerteza que ser mais imaginativos, mais inventivos e inovadores. No entanto, a diversidade de vinhos, a diferenciação baseada em características próprias, no modo de produção, no terroir, na história, ou na própria imagem, tornam o mercado muito mais excitante, mais concorrencial e heterogéneo, além de fornecerem mais opções para o posicionamento, promoção e comunicação de determinada marca.

Quanto mais argumentos de diferenciação tiver determinado vinho, mais possibilidades existirão para o implementar no mercado, com ganhos evidentes para produtor, distribuição, vendas e consumidor. Diversidade sim, Standardização não.

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