Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Bebacomcabeca.pt para informar sobre consumo de álcool


A Associação Nacional de Bebidas Espirituosas lançou o site bebacomcabeca.pt, com o objectivo de informar os portugueses sobre os seus hábitos de consumo de álcool. Esta plataforma inclui um simulador, que permite aos utilizadores verificarem o tipo de consumo de álcool. As empresas e marcas envolvidas neste projecto são a Bacardi-Martini, a Diageo, a Herdade do Esporão, a PrimeDrinks.

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Fita Azul dá música em exterior


A campanha de comunicação da marca Fita Azul, que começou com o rebranding há cerca de seis meses, conta agora com dois reforços, com o lançamento do site e publicidade exterior com música do spot publicitário.O site proporciona a interacção com o visitante, que tem a oportunidade de sugerir a sua própria sub-marca, moldando a imagem e o conceito ao seu gosto. Esta possibilidade permitirá à empresa aferir novas tendências nacionais e internacionais. A publicidade exterior conta com dois mil pontos de comunicação e envolve alguns abrigos de paragens de autocarro onde se pode ouvir o tema musical que acompanha a comunicação. “No worries in frame” é o tema do álbum Tales of Wonder, Fur and Deception, dos MAU, que dá som ao spot publicitário do Fita Azul.

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Degustar vinhos electronicamente


Investigadores de Aachen (Alemanha) desenvolveram uma “língua electrónica” para ajudar a identificar vinhos falsificados. Provido de seis sensores posicionados sobre placas de platina de 36 cm², o aparelho foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Escola Técnica Superior de Aachen.

“A língua electrónica foi criada para fazer controlo de qualidade”, explicou Michael Schöning, coordenador do projecto. “Hoje em dia, quando se compra um vinho, principalmente os caros, há sempre o risco de adquirir falsificações.” Segundo Schöning, “até mesmo para especialistas não é fácil diferenciar uma imitação barata de um vinho original.

O programa é capaz de analisar os ingredientes do vinho “e, através do processamento matemático dessa análise, podemos obter diversos parâmetros, por exemplo, a variedade da uva”, esclarece o responsável pelo projecto.

Apesar de parecer muito científico, o processo é, na verdade, simples. Uma pequena quantidade de vinho é pingada nos sensores, para que estes analisem substâncias típicas para determinados vinhos. A língua electrónica é capaz de medir, entre outras coisas, a relação entre ácidos, açúcar e álcool, superando assim a capacidade humana. “Enquanto os nervos gustativos podem confundir os especialistas, os sensores electrónicos medem as mais diferentes substâncias presentes no vinho com precisão matemática”.

Para que o aparelho de degustação funcione de forma precisa, é necessário que esteja programado para uma grande variedade de vinhos, pois a língua electrónica só reconhece os ingredientes cujas características foram nela armazenadas. Quanto mais variedades forem colocadas no sistema, melhor será a eficiência do aparelho para testar a autenticidade de diferentes vinhos do mundo inteiro.

Esta técnica não é totalmente nova, pois já houve desenvolvimentos semelhantes na área de biosensores. “A área vem sendo pesquisada já há muitos anos. O que trouxemos de novidade foi o chip sensorial, que tem um revestimento especial na superfície, em tamanho miniatura, permitindo que aparelho seja usado em qualquer lugar”, diz Schöning.

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Madeira aposta em vinho biológico


O arquipélago da Madeira vai produzir Vinho Madeira a partir de uvas biológicas, anunciou Bernardo Araújo, director regional de Agricultura.

A agricultura livre de químicos já representa 5% do total da área cultivada na Madeira. Este modo de cultivo recebe os mesmos apoios da agricultura tradicional e subsídios especiais.

Para dinamizar este sector, a secretaria regional do Ambiente, como o apoio da Comissão Europeia, lançou o projecto “Madeira Adapt”, um curso de agricultura biológica online.

O curso de e-learning visa dotar os formandos de todos os conhecimentos necessários para iniciar a actividade de agricultura biológica.

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Vinhos americanos ultrapassam franceses no Reino Unido


As vendas de vinhos norte-americanos ultrapassaram os concorrentes franceses no mercado britânico. Os dados da Nielsen revelam que as vendas de vinhos provenientes dos EUA registaram um crescimento de 5% para 781 milhões de libras (cerca de 872 milhões de euros) até ao final de Novembro de 2008, enquanto os néctares franceses caíram 3% para 780 milhões de libras.

Também em valor, as importações britânicas de vinhos norte-americanos subiram, totalizando no final do mês de Novembro 15,6 milhões de caixas (+3%) contra as 14,5 milhões de caixas (-7%) de néctares gauleses.

De referir que 95% do vinho norte-americano importado pelo mercado do Reino Unido provém da região da Califórnia.

Stewart Blunt, responsável da Nielsen, refere que os vinhos franceses posicionavam-se muito na faixa abaixo das 3 libras, com Vin de Pays e Bordeaux baratos, salientando que “esta faixa de mercado registou fortes quebras nos últimos seis meses”.

“Enquanto os vinhos americanos estão a melhorar qualitativamente, os franceses estão a regredir, fazendo com que esta ‘ultrapassagem’ seja mais fácil”.

França é agora o terceiro país no consumo de vinho no Reino Unido, atrás da Austrália - líder nos últimos cinco anos - com 23% de quota de mercado, e dos EUA. A Itália ocupa o quarto posto, tendo sido ultrapassada pela Califórnia em 2003.

Segundo a Decanter, esta notícia não deveria constituir surpresa nenhuma para ninguém, já que os analistas da revista britânica já vaticinavam esta situação na sua edição de Janeiro de 2003.

Crucial para o sucesso dos vinhos norte-americanos no Reino Unido têm sido os néctares rosé, tendo-se tornado um êxito junto das consumidoras britânicas, com as vendas a dispararem 17% no ano terminado em Outubro, enquanto os rosés franceses caíram 9% em volume e 5% em valor.

John McLaren, director do California Wine Institute, admitiu que, “acima de tudo, os americanos entenderam como promover os seus vinhos. Os californianos fazem muito bem o que os franceses não sabem fazer, ou seja, descobrir o que o consumidor deseja”.

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Produção de vinho australiano aumentou 27%


A produção de vinho na Austrália alcançou os 1,2 mil milhões de litros nesta campanha, correspondendo a uma subida de 27% face ao ano anterior, embora as exportações tenham registado uma redução de 9% (715 milhões de litros) e as vendas nacionais tenham caído 5% para 426 milhões de litros).

Segundo dados apurados pelo Australian Bureau of Statistics (ABS), e publicados no Journée Vincole, dos 1,2 mil milhões de litros, 673 milhões correspondem a vinhos tintos e rosados (+40%) e 553 milhões a branco (+15%).

O Reino Unido mantém-se como principal cliente dos vinhos australianos, com um volume de importação na ordem dos 268 milhões de litros e um valor de cerca de 895 milhões de dólares (aproximadamente 695 milhões de euros).

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Global Wines interessada no Vinho Verde


A Global Wines, holding portuguesa que possui vinhos do Alentejo, Bairrada, Dão, Douro e Estremadura, “tem interesse” numa parceria para a produção de Vinho Verde, única categoria (além do vinho da Madeira) que lhe falta para completar o portfólio nacional.

Casimiro Gomes, presidente da Global Wines, revela ao Diário Económico (DE) que a empresa que dirige tem “tido algumas abordagens” por parte de empresários que investiram no vinho verde, e agora desejam contar com os “20 anos” e o “mercado” da Global Wines.

Sem revelar nomes, Casimiro Gomes sempre adianta que alguns projectos são “muito interessantes porque nos entregam a gestão toda de imediato”, em lugar da “maioria do capital” social, algo que a firma diz dispensar. O responsável confia que “dentro de alguns meses” poderá haver novidades.

Paralelamente, prossegue-se o objectivo de investir, nos próximos três anos, cinco a seis milhões de euros na edificação de um Wine Resort (enoturismo) na fazenda do Vale de São Francisco, em Pernambuco (Brasil). O objectivo é tirar partido do “potencial tremendo” daquele país para a divulgação do vinho lusitano, onde apenas “os nichos de São Paulo e do Rio de Janeiro” têm por ora alguma familiaridade com o produto, explica o DE.

Casimiro Gomes aponta como objectivo para a ViniBrasil, detida a 100% pela Global Wines, produzir 4 milhões de litros “dentro de dois ou três anos”, numa área de vinha que deve então aproximar-se dos 500 hectares, e na qual é possível produzir 12 meses por ano.

A nível interno, o enoturismo é também uma aposta forte da empresa nascida no Dão Sul em 1990. Mais concretamente no Douro onde, à produção vinícola, se juntam negócios de prova de vinho, restauração e comercialização.

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Esporão abandona G7


Depois da saída da Sogrape, em Janeiro de 2007, é a vez do Esporão abandonar o G7 (que congregava, além do Esporão, mais cinco das maiores empresas do sector vitivinícola nacional - Aliança, José Maria da Fonseca, Aveleda, Bacalhoa e Messias).

João Roquette, administrador-delegado da empresa, explica, após uma que revisão estratégica das opções para promoção externa dos seus produtos, que “nos últimos 15 anos participámos activamente no desenvolvimento e sucesso do G7 tendo o Esporão, à semelhança dos restantes parceiros do grupo, beneficiado com a sua participação no grupo. A evolução do mercado e da nossa estratégia internacional levou-nos a optar por outras formas de promoção dos nossos vinhos no mercado internacional. Desejamos aos nossos parceiros do sector e amigos que constituem o grupo a continuação de sucesso”.

António Soares Franco, presidente em exercício do grupo G7 considera que “a contribuição do Esporão foi muito importante para a evolução da imagem actual dos vinhos portugueses além-fronteiras durante mais de década e meia de participação no Grupo G7. O crescente reconhecimento internacional de que gozam actualmente os vinhos portugueses de qualidade, passa pela presença e promoção nesses mercados das marcas de empresas como o Esporão”.

Os restantes membros do grupo, Aliança, Aveleda, Bacalhoa, José Maria da Fonseca e Messias mantêm-se unidos e irão continuar a apostar em actividades de promoção dos vinhos portugueses nos mercados externos, continuando a construir uma imagem positiva do País no exterior e a ser uma organização inovadora e impulsionadora do sector.

Muitos têm sido os nomes apontados para uma possível entrada no G7, destacando-se a João Portugal Ramos e a Companhia das Quintas entre as que poderiam substituir as saídas.

De referir que, com 16 anos de actividade, o G7 representa alguns dos maiores produtores de vinhos de mesa portugueses. Neste momento, as empresas que constituem esta organização vendem cerca de 36 milhões de garrafas, estando presentes em 60 mercados, com destaque para os Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Suécia e Noruega, sendo que estão a ser estudados novos mercados como a China Rússia e Índia.

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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Aveleda distinguida com Winery of the Year


A revista norte-americana Wine&Spirits distinguiu, pela nona vez desde a criação deste prémio, a Aveleda como “Winery of the Year”, numa edição anual que visa nomear as empresas cujos vinhos melhor se comportaram em prova cega e que foram, por isso, mais vezes recomendados pelo painel de especialista da revista. Nesta edição foram distinguidas cem empresas de todo o mundo, três delas portuguesas.

Foram destacados os vinhos Quinta da Aveleda (92 pontos), Alvarinho (90 pontos) e Follies Touriga Nacional (90 pontos). O vinho Quinta da Aveleda, com um preço de de 9 dólares nos EUA, foi eleito como um dos 10 “Extreme Values” com melhor relação preço/qualidade de todo o mundo.

Além da qualidade dos vinhos, a revista salienta o percurso da Aveleda desde o século XIX, tendo sido pioneira na implementação de diversas técnicas vitivinícolas, com relevo para a plantação de parcelas de Vinho Verde de uma só casta, nos anos 90.

Combinando dedicação, tradição, tecnologia e assegurando uma gestão cuidada que lhe permite acompanhar as solicitações dos mercados e melhorar a qualidade dos produtos e serviços, a Aveleda continua a competir com sucesso internacionalmente.

A Aveleda torna-se assim o produtor Português que mais vezes recebeu a distinção “Winery of the Year”. O “Hall of Fame” da Wine&Spirits, constituído por empresas de todo o mundo, é encabeçado pela australiana Penfolds e nele figuram, além da Aveleda, outras 3 empresas portuguesas.

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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Jovens europeus de países com tradição vinícola preferem cerveja


Os jovens oriundos de países com tradição vitivinícola (França, Itália, Espanha e Portugal) preferem consumir cerveja, enquanto em países com tradição maior na cerveja (Bélgica, Holanda e Reino Unido), têm no vinho a primeira opção, concluiu um estudo recente realizado pela GfK para o “Wall Street Journal”.

Em Itália, onde 88% dos consumidores com mais de 50 anos prefere vinho, somente 29% dos jovens elege o vinho como bebidas preferida, enquanto 43% refere a cerveja em primeiro lugar. Já em França, 68% dos consumidores com mais de 50 anos prefere vinho, baixando o valor para 24% entre os jovens, enquanto a cerveja é eleita por 29% entre os jovens com menos de 30 anos.

Em contrapartida, na Bélgica, Holanda e Reino Unido, os jovens preferem o vinho à cerveja, enquanto na Rússia, onde se supunha que a bebida preferida seria a vodka, a cerveja ocupa o primeiro lugar (35%), seguida do vinho (30%), valor igual ao da vodka.

Referência também para o número de pessoas que não bebe bebidas alcoólicas ser o mais alto de sempre. Nos EUA quatro em cada dez pessoas indicaram que não bebem álcool, enquanto na Europa esse número baixa para três em dez.

Além disso, 80% 53% dos italianos revelaram-se abstémios, baixando o número para 50% em Portugal, 18% na Alemanha, 15% na Holanda, e Grécia e Suécia com 14%.

A Holanda revela-se como o país com mais bebedores frequentes (17%), seguida da Itália com 16%. Já em países mais frios, como Rússia, Polónia ou Suécia, somente 1% das pessoas afirmou beber bebidas alcoólicas todos os dias.

O relatório da GfK indica ainda que os menores de 30 anos bebem com menor frequência do que os seus pais ou avós, mas quando bebem, fazem-no em maiores quantidades.

No geral, as mulheres são mais moderadas no que toca ao horário de beber. Na Europa Ocidental, 40% das mulheres são abstémias, enquanto nos homens somente 22% o admite.

O país com mais mulheres a não consumir bebidas alcoólicas é a Turquia (92%), seguida de Portugal (72%), encontrando-se no outro extremo as suecas (16%).

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Mercado de vinho online torna-se no canal preferido dos compradores


Com o incremento do consumo de vinho em todo o mundo, mais concretamente, nas economias emergentes, o mercado de vinho online converteu-se num dos canais preferidos pelos compradores, revela o estudo “Os mercados electrónicos no sector do vinho na Europa”.

O estudo, elaborado pela eMarket Services, um projecto internacional formado pelas instituições do Comércio Externo da Noruega, Países Baixos, Irlanda, Canadá e Espanha, sobre os mercados electrónicos conclui, contudo, que não existe separação entre B2B e B2C.

Segundo os dados, embora os mercados electrónicos de vinho tardam em estabelecer-se, esta forma de comercializar vinho expandiu-se significativamente nos últimos anos e nalgumas zonas dos EUA, por exemplo, 50% da distribuição de vinhos é realizada através deste canal.

As vantagens apresentadas por este canal são imensas, “sobretudo para os produtores independentes de propriedade familiar”, indica o estudo, salientando que “esta é uma parte muito importante da estrutura comercial vinícola”.

Considerando que, provavelmente, aparecerão mercados electrónicos para servir países como a China ou a Rússia, também é verdade que existem países que já estão a trabalhar em novas plataformas, casos da Nova Zelândia e Austrália.

Entre os inconvenientes, diz o estudo, aparece a tradicional relação pessoal que se estabelece entre consumidores e distribuidores, difícil de substituir por uma oferta anónima na Internet, assim como as normas legais existente em diversos países que restringe a venda de bebidas alcoólicas na Internet.

Ministério gasta 3 a 4 milhões na promoção internacional dos vinhos nacionais


O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) vai gastar, em 2009, entre três e quatro milhões de euros na promoção internacional dos vinhos portugueses, valor que pode atingir 30 milhões se a produção for toda escoada, revelou o ministro Jaime Silva.

Em declarações à agência Lusa, Jaime Silva explicou que há “um programa com muitos milhões de euros” para que, em 2009, a promoção dos vinhos portugueses seja feita nas grandes feiras internacionais, em mostras específicas e com lançamentos de livros sobre os vinhos portugueses “porque é por aí que passa de facto a divulgação e a promoção” dos produtos vitivinícolas nacionais.

“Temos em média 70 milhões de euros por ano para fazermos várias coisas e uma das coisas que nós vamos fazer é promoção, ou seja, se nós tivermos um mercado equilibrado, isto é, não necessitarmos de destilar vinho, mais sobra para fazer promoção”, admitiu Jaime Silva durante a abertura da iniciativa “Lisboa celebra o Vinho”, que decorre no passado fim-de-semana.

“Nós em média tínhamos 3 a 4 milhões de promoção, nós poderemos passar a ter 20, 30 milhões de euros de promoção se tivermos um mercado bem gerido, e um mercado bem gerido é todo o vinho que produzirmos ser escoado no mercado”, acrescentou.

Mercado que, no estrangeiro, engloba países como os Estados Unidos da América, Alemanha, Reino Unido, Rússia, China ou Índia.

No entanto, o ministro da Agricultura defendeu que, tão importante como a divulgação dos vinhos nacionais no estrangeiro, é a divulgação junto dos portugueses, em geral.

agência Lusa

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

ViniPortugal consulta cinco agências


A ViniPortugal está a consultar cinco agências com base num estudo que a MyBrand apresentou no final da semana passada no Porto. Vasco d’Avillez, presidente da ViniPortugal, confirmou ao M&P que a consulta está a decorrer e que tem como objectivo recolher sugestões de marketing e comunicação para o mercado nacional para 2009 e anos seguintes. Ao que o M&P conseguiu saber, as propostas deverão ser entregues dentro de 15 dias. Até à hora de fecho desta edição não nos foi possível saber quais as agências que estão a ser consultadas. Na área de consultoria de comunicação a ViniPortugal trabalha com a Imago e na área do design conta com a ajuda da Design Box.

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Vinho da Madeira leiloado em Londres


O Vinho da Madeira, da companhia Leacock & Co., levará 180 lotes ao leilão organizado pela Christie`s no dia 11, em Londres, adianta o Jornal de Notícias (JN).

Além do Vinho da Madeira, serão objecto de licitação 12 garrafas de casta Terrantez, desenvolvida em 1881 por Thomas Slapp Leacock, um dos membros da família proprietária da empresa vinícola até 1981. O valor estimado desses exemplares situa-se entre os 2800 e os 4150 euros.

De acordo com o JN, o vinho foi retirado das caves no Funchal “por funcionários do departamento de vinhos da Christie`s” e transportado para a capital inglesa “por mar, tal como inúmeras importações feitas durante os últimos quinhentos anos”, explica ao jornal o chefe daquele departamento, Chris Munro.

Na passada quinta-feira decorreu na capital inglesa uma prova supervisionada pelo perito Michael Broadbent M.W., a que se submeteram o Vinho Solera (1808) e o Vinho Sercial (1870, 1890 e 1927).

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Vinhos portugueses aumentam vendas nos EUA


As vendas de vinhos portugueses nos Estados Unidos da América aumentaram, segundo dados da Nielsen, 17,1% em valor e 15,4% em volume entre Julho de 2007 e Julho de 2008. Estes números, divulgados recentemente pela ViniPortugal no Fórum Anual do Sector do Vinho vêm confirmar a tendência de crescimento registada desde 2006: nos últimos dois anos, as vendas em valor neste país aumentaram 44,8% e em volume 37,9%.

No Fórum Anual do Sector do Vinho, reunião anual promovida pela ViniPortugal com os Agentes Económicos do Sector do Vinho, ficou a saber-se também que, na Alemanha, as vendas dos vinhos portugueses aumentaram 11,4% em volume e 21,6% em valor entre Outubro de 2007 e Outubro de 2008.

Já o mercado do Reino Unido registou uma ligeira quebra, face aos resultados obtidos o ano passado, o que reflecte a tendência da quebra do consumo de vinho naquele mercado: as vendas diminuíram no último ano 0,52% em volume e 0,29% em valor.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações de vinho aumentaram 12,5% entre 2006 e 2007, acima do aumento de 9,2% das exportações portuguesas no total. Os vinhos tranquilos (que não incluem Porto e Madeira) registaram um acréscimo de 16,9%, o maior aumento do sector do vinho.

Estes números reflectem uma tendência dos últimos anos: entre 2003 e 2007, as exportações dos vinhos tranquilos aumentaram 38,6%, também acima das exportações portuguesas que se situaram nos 30,8%.

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Produção de vinho estagnada


A produção mundial de vinho estagnará globalmente em 2008, situando-se a da União Europeia nos níveis mais baixos desde 1991, segundo previsões da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

A produção na UE deverá cair 1% face à campanha de 2007, com uma quebra de 1,3 milhões de hectolitros, salientou Federico Castellucci, director-geral da OIV, numa recente apresentação em Paris.

No total, a produção de vinho deverá situar-se, em 2008, entre os 260 e 273 milhões de hectolitros, registando-se no hemisfério Sul e nos EUA uma produção à volta da registada em 2006, mas superior à de 2007, quando caiu 6,9%.

No que diz respeito ao consumo, este aumentará dois milhões de hectolitros face a 2007, devendo alcançar os 243,5 milhões de hectolitros, devido, em grande medida, ao forte crescimento de países como China, Índia, Tailândia, Rússia, Coreia do Sul e Singapura.

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

UE e Austrália assinam acordo para comércio vinícola


A União Europeia e a Austrália assinaram um novo acordo para reger o seu comércio vinícola. O contrato foi assinado pela comissária da Agricultura Mariann Fischer Boel e ministro de negócios estrangeiros australiano, Stephan Smith e vem substituir o que foi assinado em 1994.

O acordo salvaguarda os interesses da União Europeia ao estabelecer os princípios para a protecção das Indicações Geográficas e expressões tradicionais, protegendo o regime de rotulagem da União Europeia. O acordo define claramente as regras que regem as exportações e importações de vinho na Europa e Austrália para todos os produtores afectados.

O acordo de 1994 ditava que os produtores australianos deixariam de utilizar termos europeus como por exemplo “Champagne”, “Porto” e “Xerez”, assim como expressões tradicionais como “Amontillado”, “Claret” e “Auslese”. O acordo de 2008 define datas precisas para a eliminação progressiva dos termos.

O acordo também define condições para a Austrália continuar a utilizar termos de vinho de qualidade como “vintage”, “cream” e “tawny” para descrever vinhos exportados para a Europa e comercializado domesticamente.

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Carmim lança portal com loja online


A Carmim, empresa produtora de vinhos de Reguengos de Monsaraz, lançou recentemente o seu novo portal que torna a companhia produtora numa das primeiras do sector a deter uma loja on-line dos seus produtos, inicialmente para Portugal Continental e numa fase posterior, alargada a todo o mundo.

O novo domínio (www.carmim.eu) possui diversas facilidades para o utilizador, levando em conta as suas necessidades, expectativas e eventuais dificuldades. “Neste sentido, o portal da Carmim foi desenvolvido numa óptica de inclusão, onde todos os utilizadores encontram formas adequadas de navegação e interacção, sem lhes ser vedado o acesso à experiência global do sítio”, refere a companhia.

O foco está no utilizador e não na tecnologia, no seguimento de uma política de responsabilidade social seguida pela Carmim, depois de ter lançado um espumante com um rótulo em Braille.

A nova página on-line está preparada para cinco línguas, embora inicialmente estejam disponíveis apenas as línguas portuguesa e inglesa, incluindo ainda um glossário de vinhos, fichas técnicas do portfólio da empresa e dicas de provas, numa “aula” on-line para aqueles que se pretendem iniciar no mundo dos vinhos.

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