Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Países do Novo Mundo aumentam quota de mercado




A OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho, através da sua publicação “State of Vitiviniculture World Report 2008″ demonstra que os países do hemisfério sul e EUA estão a ganhar quota em relação aos países europeus, apesar da queda generalizada no consumo de vinho que se tem vindo a assistir. Os dados do OIV revelam que os 6 maiores produtores do novo mundo, Argentina, Chile, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e EUA - passaram de uma quota de 26,6 (em 2006) para 28% no ano transacto.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Jancis Robinson lança polémica em relação aos críticos de vinhos !


Jancis Robinson, uma das mais prestigiadas especialistas no que se refere à crítica dos vinhos, proferiu uma declaração polémica que mexeu com algumas sensibilidades no meio dos vinhos. A frase terá sido dita literalmente da seguinte forma "We must always remember that we are parasites on the business of winemaking."


Ponto 1 - Não sabendo exactamente qual o alcance e a finalidade destas declarações, o facto é que existem na realidade pressões e influências que são exercidas sobre jornalistas, por grandes empresas do sector, que condicionam, pelo menos os mais condicionáveis, a ter uma opinião ligeiramente inflaccionada (positivamente) sobre determinados vinhos. Um exemplo gritante é o que se passou com o magnata dos vinhos Bernard Magrez ao oferecer relógios de valor exorbitante a um grupo de jornalistas que faziam a cobertura de uma conferência de imprensa (mais detalhes em http://www.decanter.com/news/253458.html).


Ponto 2 - Por cá quando não se paga em relógios, paga-se em almoços, jantares, estadias. Não que estas práticas não sejam normais e admissíveis, o que verdadeiramente se exige é que um crítico de vinhos, chama-se ele provador, jornalista, líder de opinião, saiba honrar a sua profissão, e seja vertical e o mais imparcial possível (se bem que é impossível a 100 %).


Jancis Robinson, conhece o meio em que se movimenta, e concerteza ao lançar esta polémica, estará a querer separar as águas, ou seja, lança o aviso de que os parasitas existem mesmo, e que é necessário denunciá-los, para que a classe não seja afectada.


Não serão as provas não cegas uma forma de viciação, inconsciente ou consciente...?

Companhia das Quintas renova imagem dos seus vinhos



Com o objectivo de tornar a imagem dos seus vinhos mais elegante e harmoniosa, a Companhia das Quintas além de inovar, lançou recentemente novos vinhos, posicionando-os como contemporâneos. O novo Farizoa de 2006 teve um investimento de 400 mil euros. Esta campanha baseou-se unicamente nos suportes "outdoor".


Nos rosés há a destacar o novo Quinta do Cardo Rosé 2007. Para a região da Estremadura, lançou o Quinta de Pancas tinto 2005, com um investimento de 500 mil euros, divididos por uma campanha com duas fases.


De salientar o facto de a Companhia das Quintas ter vencido 2 concursos para introdução de 2 dos seus vinhos no mercado de monopólio Norueguês, o Farizoa e o Quinta de Pancas, que se juntarão ao já notável sucesso de vendas nesse mercado nórdico, Prova Régia

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Vinhos Biodinâmicos...porquê ter preconceitos ?



São produtores habituados a estar fora dos circuitos comerciais, são produtores que não dão grande importância à voz de críticos como Robert Parker, mas são acima de tudo produtores que acreditam naquilo que fazem e seguem uma filosofia sobre agricultura, iniciada há mais de 100 anos pelo pensador austríaco Rudolf Steiner.


Esta ideia de uma ciência misteriosa, uma certa magia, incomoda muita gente do sector, mas muitas destas práticas fazem todo o sentido, como o uso de infusões para equilibrar nutrientes, ou a manutenção de uma fauna variada na vinha, permitindo que os insectos prejudiciais à vinha, sejam eliminados por outros insectos predadores. Outras técnicas serão mais polémicas, como o enterro de um corno de vaca no solo, para que o sol preserve as vinhas até à Primavera.


Todos estes detalhes poderão ser encontrados no livro: Vinhos: do Céu para a Terra, do grande divulgador do movimento, Nicolas Joly, que fundou e dirige a associação Renaissance des Appelations. Quem vaticinou o fim destas práticas enganou-se redondamente, sendo que esta filosofia inicialmente usada nas regiões da Alsácia, Borgonha e Loire, estendeu-se já a outras regiões como Bordéus e Champanhe e vários países, incluindo Portugal.


Concorde-se ou não com estas práticas, os vinhos estão disponíveis para os pormos à prova, e um facto indesmentível é que estes vinhos representam o que de mais puro existe na sua ligação à terra e agricultura tradicional, cheia de crenças e misticismos, e mais importante que tudo, têm o dom de revitalizar e dar um novo impulso ao mundo dos vinhos.

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Gazela...sempre a crescer !



As vendas do vinho verde Gazela, da Sogrape, continuam em alta. Em 2007 cresceram 35% nos mercados internacionais. No Canadá aumentaram 70% e nos EUA 65%. Mesmo na Europa, em França aumentaram 50%, na Suécia 23%. No mercado angolano, as vendas aumentaram 16%. Para Francisco Ferreira, responsável máximo do marketing e distribuição da Sogrape, a marca tem um grande potencial de crescimento para lá do mercado nacional, e continua a ir de encontro dos consumidores que procuram vinhos brancos, leves e frescos, o que encaixa perfeitamente no perfil do Gazela.


Informações sobre a marca em http://www.sogrape.pt/marcas/2/gama/21

Bordéus desenvolve tecnologia para garantir qualidade do vinho na fase de distribuição


Os grandes "chateaux" de Bordéus estão a desenvolver um estudo que lhes irá permitir acompanhar as garrafas de vinho, com bastante controlo, desde a distribuição até ao armazenamento. Usando uma moderna combinação de hardware e software, esta nova tecnologia está já a captar a atenção dos grandes "chateaux", incluindo Latour, Lafite, Margaux, Palmer e Haut Bailly.
O sistema permite registar as próprias flutuações de temperaturas, algo impensável até hoje. Assim se o vinho for guardado ao sol, ou numa cave, esta tecnologia irá permitir saber com precisão este tipo de informações. Até agora as grandes empresas sabiam controlar os processos de qualidade na propriedade, mas não controlavam o processo quando o vinho passava para a distribuição.

Os distribuidores mostrara-se inicialmente receosos e resistentes, mas estão pouco a pouco a aceitar a possível implementação desta tecnologia, uma vez que no final, irá beneficiar toca a cadeia desde a produção até ao consumidor.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Universidade da Rioja recebe contributo de cegos para melhorar vinho


A Universidade da Rioja, em Espanha, desenvolveu um projecto, em que pessoas com deficiência visual dão o seu contributo com vista a melhorar a qualidade do vinho da região. De acordo com o professor de enologia Gonzalo, os cegos conseguem detectar problemas nos vinhos que máquinas construídas para o efeito, não conseguem, ou não com tanta rapidez.


Para este professor, as pessoas cegas não têm um olfacto mais apurado que as restantes, simplesmente a sua concentração, uma vez que não dispõem de um dos sentidos, é bastante superior ao de uma pessoa sem esta deficiência.


O método foi descoberto por acaso, quando um professor convidou um amigo seu, cego, para uma prova de vinhos, e verificou que este definia os picos de intensidade de aroma muito antes e com mais detalhe que os processadores convencionais. Actualmente 2 turmas de cegos participam no processo de avaliação das características dos vinhos.


Os responsáveis têm como objectivo, que estas pessoas elaborem vinhos baseando-se nos processos químicos combinados com os seus instintos.

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Quando o amor a uma mãe se traduz num vinho de sucesso ao serviço de uma causa social



Que o vinho traduz muitas vezes o sentimento do seu produtor, já todos sabíamos. O que contamos a seguir é uma história real de dedicação familiar profunda, que resultou num sucesso estrondoso de um vinho até então desconhecido.


Ao verem a sua mãe partir, os seus 2 filhos Erik and Alex Bartholomaus, sentiram que a teriam que homenagear de uma maneira digna. Depois de criarem uma tatuagem com a flor de lis, em sua homenagem, concordaram que teriam que ir mais longe, e resolveram criar um vinho (negócio a que a família já estava ligada) em que uma parte das suas vendas revertesse a favor do Capital Hospice, instituição que cuidou até aos últimos dias da sua mãe.


Usando a flor de lis, que a sua mãe tanto gostava, criaram um design para um novo vinho, de nome Big Tattoo Red, um vinho com as castas Cabernet Sauvignon e Syrah. O plano seria doar 50 cent. por cada garrafa vendida, o que logo à partida lhes proporcionou um valor de 15.000 dólares para a instituição hospitalar. O vinho passou a ser bastante procurado e o que tinha começado como uma simbólica homenagem, depressa se transformou. Os 2 irmão orgulhosos dizem que a mãe deve estar orgulhosa, uma vez que sempre gostou de ajudar os outros, e este projecto tem permitido uma ajuda preciosa para o Capital Hospice.


Actualmente o vinho Big Tattoo Red faz parte da empresa Big Tattoo Wines, juntamente com outras 5 marcas de vinho, que continuam com a mesma política, doar os 50 cent/garrafa a diversas instituições de caridade espalhadas pelo país, em nome da sua mãe Liliana S. Bartholomaus.


A visitar obrigatoriamente em http://www.bigtattoowines.com/

Será vinho ??




Dois investigadores portugueses, Fernando Gonçalves do Instituto Superior Técnico, e Fernão Vaz, têm vindo a trabalhar na elaboração de uma bebida semelhante ao vinho, «de qualidade, menos tóxica, com menos calorias e mais leve do que o vinho» nas palavras dos mesmos. Prometem ainda que esta bebida não perderá o sabor e aromas característicos do vinho. De acordo com os investigadores, este trabalho tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos, e apresenta resultados bastante promissores. Ameaça, novas oportunidades para o sector, ou simples experiências ? A resposta segue dentro de momentos...ou anos.

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Tempus Two - A inovação no seu melhor



Design, Modernidade, Inovação, Coerência, Atracção. São algumas das palavras para definir uma das mais originais marcas de vinhos australianos, com outra particularidade, pertence a mulheres. Talvez seja por esta razão, que conseguimos explicar, o sensacional design das garrafas, da adega, e de todos os elementos que transmitem a imagem da marca Tempus Two.


Na sua concepção, uma das proprietárias, Lisa, quis criar uma marca que além de uma garrafa de vinho representá-se também um acessório de moda, um vinho para "impressionar e entusiasmar as pessoas, pelo aspecto e pelo sabor", nas suas palavras.


Os seus rótulos, em cobre e estanho já lhes valeram vários prémios de packaging, tal como o design estupendo das suas garrafas. Em 2003 foi construída a adega, uma sofisticada "adega design" que impressiona pelo arrojo arquitectónico.


A visitar obrigatoriamente em http://www.tempustwo.com.au/


Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

O Sabor não é tudo - a importância de um rótulo




A newsletter da ViniPortugal traz um artigo da autoria de Rita Oliveira, Global Business Manager, uma empresa de branding, e que aborda um tema muito interessante realtivo à importância que os rótulos têm na construção da imagem de um vinho.

A autora refere que "o contacto com a marca é acima de tudo uma experiência emocional". Em relação aos rótulos, Rita Oliveira considera "que os rótulos influenciam em muito a experiência que se tem de um vinho. O primeiro contacto é visual, o segundo é tactil, e só depois vem o paladar", explica.

Para Rita Oliveira, a afirmação do vinho português passa por uma boa estratégia de imagem de marketing, e que este investimento por parte dos produtores portugueses vem aumentando de alguns anos para cá. Para conclusão a autora afirma "o vinho faz parte da cultura portuguesa e este tem de ser um produto bem tratado do ponto de vista de imagem e marketing", mas deixa um aviso "ainda há um grande caminho a percorrer". Sem dúvida, dizemos nós !

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Livro "The Wine Trials" coloca a nu preconceitos sobre os vinhos baratos



"The Wine Trials" livro da autoria de Robin Goldstein, revela que mais de 100 vinhos abaixo dos 15 dólares, revelaram-se superiores em comparação com vinhos bastante mais caros. O livro mostra ainda que existe um preconceito dos críticos de vinho em relação aos vinhos de preço reduzido, e que muitas das vezes tentam ridicularizar quem adquire vinhos baratos.

O facto é que nesta prova cega, vinhos como "Domaine Ste. Michelle", um espumante de Washington, de 9,99 dólares, teve uma melhor performance do que o célebre "Dom Perignon", ou o "Two-Buck Chuck cabernet sauvignon" foi preferido ao "Napa Valley cabernet, Artemis de Stag’s Leap Wine Cellars", de 55 dólares.

De acordo com o autor as pessoas não se deviam sentir culpadas, por escolherem ou pedirem num qualquer restaurante vinhos baratos, porque o seu gosto é que conta.

Este estudo foi constituído por consumidores mormais e por experts, num número significativo de 500 pessoas. Também um vinho verde português (marca não identificada) de 6 dólares é identificado neste estudo, como tendo sido preferido a vinhos chardonnays da California, com um custo entre 35 a 40 dólares.


Wine Bars - O que prevalece, o vinho ou a comida ?



Os Wine Bars são um fenómeno relativamente recente no nosso país, mas que em países como os Estados Unidos, Espanha, Itália etc, constituem uma actividade dinâmica, com grande sucesso na divulgação da harmonização de vinho e comida.

De qualquer modo, uma das questões que é colocada é o facto de qual a verdadeira razão dos consumidores irem aos Wine Bars, e qual o peso que o vinho ou a comida terão nessa opção. O facto é que os vinhos que lá encontramos não são mais baratos do que numa qualquer garrafeira ou hipermercado, e também não se encontram vinhos que não se encontrem noutro sítio qualquer. Será melhor comprar um vinho e levá-lo para casa e cozinhar para nós ? Aqui entra a questão da comida, onde geralmente os bons Wine Bars, tem de facto excelentes "petiscos" capazes de nos marcar positivamente a experiência, a ponto de nos tornar a levar ao local do "crime".

Outra das questões pertinentes, é "Serão os Wine Bars um bom local para levar a família ?". Depende, se a companheira ou companheiro tiver um gosto especial por vinhos e iguarias, será de certeza, mas em caso contrário não me parece uma boa opção. Quanto aos filhos... mc donalds !

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Pos Graduação em Marketing de Vinhos - Escola Superior Agrária de Ponte de Lima


Vai já a meio a primeira Pos Graduação em Marketing de Vinhos na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Fontes contactadas confirmam o elevado interesse que tem suscitado junto de formandos, professores e entidades ligadas ao curso.
Esperamos que este curso ajude o sector a olhar para o Marketing como uma solução obrigatória para o justo desenvolvimento do mercado e actores envolvidos.

Endereçamos os nossos parabéns aos mentores so curso, bem como aos que abraçaram com sacrifício da suas vidas pessoais e profissionais esta formação bem interessante.

Vinhos - Quanto mais caros... melhores !



Um estudo da Universidade de Stanford e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, descobriu que o preço dos vinhos influencia a percepção de qualidade dos consumidores. De acordo com o estudo, o preço não é apenas uma inferência de qualidade, mas também uma variável que afecta o modo como os consumidores vivem a experiência de degustação de vinhos.

Na pesquisa, foi monitorada nos participantes a área do cérebro que experimenta o prazer, nos córtices medial e frontal. Foi-lhes dado o mesmo vinho para beber, com 2 níveis de preço diferentes. Quando o vinho mais caro era provado, essa parte do cérebro tornou-se mais activa nos pesquisados. Segundo Baba Shiv, professor de marketing de Stanford e coordenador da pesquisa, a experiência prazerosa advém não apenas de dados concretos (como o sabor), mas também da expectativa formada a priori sobre a experiência (algo que um preço superior indicaria).

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