Esporão abandona G7


Depois da saída da Sogrape, em Janeiro de 2007, é a vez do Esporão abandonar o G7 (que congregava, além do Esporão, mais cinco das maiores empresas do sector vitivinícola nacional - Aliança, José Maria da Fonseca, Aveleda, Bacalhoa e Messias).

João Roquette, administrador-delegado da empresa, explica, após uma que revisão estratégica das opções para promoção externa dos seus produtos, que “nos últimos 15 anos participámos activamente no desenvolvimento e sucesso do G7 tendo o Esporão, à semelhança dos restantes parceiros do grupo, beneficiado com a sua participação no grupo. A evolução do mercado e da nossa estratégia internacional levou-nos a optar por outras formas de promoção dos nossos vinhos no mercado internacional. Desejamos aos nossos parceiros do sector e amigos que constituem o grupo a continuação de sucesso”.

António Soares Franco, presidente em exercício do grupo G7 considera que “a contribuição do Esporão foi muito importante para a evolução da imagem actual dos vinhos portugueses além-fronteiras durante mais de década e meia de participação no Grupo G7. O crescente reconhecimento internacional de que gozam actualmente os vinhos portugueses de qualidade, passa pela presença e promoção nesses mercados das marcas de empresas como o Esporão”.

Os restantes membros do grupo, Aliança, Aveleda, Bacalhoa, José Maria da Fonseca e Messias mantêm-se unidos e irão continuar a apostar em actividades de promoção dos vinhos portugueses nos mercados externos, continuando a construir uma imagem positiva do País no exterior e a ser uma organização inovadora e impulsionadora do sector.

Muitos têm sido os nomes apontados para uma possível entrada no G7, destacando-se a João Portugal Ramos e a Companhia das Quintas entre as que poderiam substituir as saídas.

De referir que, com 16 anos de actividade, o G7 representa alguns dos maiores produtores de vinhos de mesa portugueses. Neste momento, as empresas que constituem esta organização vendem cerca de 36 milhões de garrafas, estando presentes em 60 mercados, com destaque para os Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Suécia e Noruega, sendo que estão a ser estudados novos mercados como a China Rússia e Índia.

in "hipersuper"

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