Aliança mostra novidades


Já sob a nova designação, Aliança Vinhos de Portugal apresentada em Julho de este ano, marcando uma nova era da empresa e da sua estratégia, sublinhando a utilização da marca como umbrella de um portfólio estratégico de vinhos, a companhia apresentou durante uma prova vertical, realizada na Madeira, dois novos néctares: Quina da Garrida Reserva Touriga Nacional 2005 e Quinta dos Quatro Ventos Reserva Colheita 2006.

O vinho proveniente dos 80 hectares de vinha da Quinta da Garrida em Vila Nova de Tázem, é produzido com base em 100% de Touriga Nacional, estagiando em barricas novas de 300 litros durante 14 meses em carvaho francês (80%) e russo (20%). Com um grau alcoólico de 14,5% (mais 1,5% que a anterior colheita de 2004), estão disponíveis para o mercado quase 22 mil garrafas, revelando os responsáveis da Aliança um PVP de 20 euros.

Durante a apresentação de este néctar do Dão, Francisco Antunes, enólogo da Aliança, admitiu que esta colheita mais poderá chegar à mesma idade das anteriores, ou seja, daqui a seis ou sete anos, “com aspectos bem mais interessantes”.

Já quanto ao vinho proveniente dos 45 hectares de vinha da Quinta dos Quatro Ventos, localizada no Douro Superior, o Reserva 2006 é produzido a partir das castas Tinta Roriz (20%), Touriga Nacional (70%) e Touriga Franca (10%), tendo estagiado em barricas novas de 300 litros durante 12 meses em carvalho francês (80%) e russo (20%).

Com um preço a rondar os 30 euros, também o Reserva 2006 do Douro aumentou a sua graduação alcoólica, passando a ter 15% (ao contrário dos 13,5% do Quinta dos Quatros Ventos Reserva 2004), colocando a Aliança no mercado 13.159 garrafas de 750 ml e 150 magnums.

Depois das mudanças que sofreu em meados de 2008, com a por parte da Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., e mudança de distribuidor, cabendo essa responsabilidade agora à Viborel, Eduardo Medeiro, administrador da Aliança, referiu que “depois da casa arrumada, a Aliança irá canalizar os investimentos para três factores de fundamental importância para a companhia: viticultura, enologia e marketing”.

Pertencente à Bacalhôa, que detém uma quota actual de 6% na exportação de vinhos portugueses, o grupo estima vender, em 2010, 1,4 milhões de caixas de 9 litros, prevendo uma facturação a rondar os 40 milhões de euros.

Contando com participações indirectas na Sogrape, Henriques&Henriques (Madeira), Baron de Ley (Espanha), Colio (Canadá) e Cumulus (Austrália), um dos grandes objectivos do grupo liderado Joe Berardo passa por cotar a Bacalhôa, Vinhos de Portugal, S.A. em bolsa já em 2010, tornando-se no primeiro grupo português do sector vitivinícola a consegui-lo.

in "briefing"

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